quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Dicas para uma boa redação no vestibular 2009

"Um dos piores erros que os candidatos podem cometer em uma prova de redação é a extrema preocupação com a forma, com a gramática. O importante é que ele opine sobre o tema", explica a coordenadora da banca de avaliação de redações da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Marisa Magnus Smith.
Já faz tempo que o segredo de escrever uma boa redação deixou de ser o fato de não errar os conteúdos gramaticais. Na opinião de especialistas, acima de tudo, uma boa redação de vestibular - que nada mais é do que um teste para averiguar a capacidade do estudante em opinar e refletir - deve conter argumentação bem colocada e bem fundamentada.
Para se sair bem em sua "defesa", os especialistas dizem que os candidatos não devem ficar "em cima do muro" (ora a favor, ora contra o tema), tampouco comprar opiniões do senso-comum. Se o candidato não estiver certo do que está dizendo e não expuser razões para pensar daquela forma o texto fica vazio. O texto tem que ter posicionamento, se for exclusivamente informativo não é bom. Aliás, não dá nem para começar a escrever uma redação dissertativa se não tiver uma opinião.
Para entender melhor por que os especialistas defendem essa idéia é fácil: imagine que as drogas acabaram de ser legalizadas pelo governo. Segundo os especialistas, se as pessoas abrem o jornal e procuram um artigo sobre a questão e encontram um texto sem nenhuma argumentação ou opinião, elas não refletirão, além de chato de ler. Para eles, aquilo que o leitor espera de um articulista é o mesmo que um examinador de vestibular espera de um futuro universitário (especialmente se for de universidade pública): opinião e reflexão. Desse modo, para seu texto causar impacto, porém, a opinião deve estar muito clara. Por isso, a construção da redação deve valorizar seus argumentos. A ordem é apostar na organização da estrutura textual para não perder o fio da meada. Organizar as informações é o segredo para fazer que a opinião apareça claramente para o leitor.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Reforma Ortográfica

O Brasil acorda amanhã, 1º de janeiro de 2009, escrevendo de outra maneira. É o que manda o acordo ortográfico firmado em 1990 pelos integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) – Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Timor Leste também assinou, depois, a unificação da grafia da língua, mas os prazos de implantação das novas regras não foram cumpridos e o governo brasileiro sempre adiou as mudanças por falta de adesão de Portugal. Essa situação perdurou até março, quando Lisboa anunciou o desejo de fazer parte da reforma. Em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto com o cronograma de aplicação do acordo no país.O Estado de Minas circula amanhã já respeitando as novas regras. Voo virá sem acento, assim como enjoo. As consoantes siamesas de microondas sofrem uma cirurgia e passarão a andar separadas pelo hífen: micro-ondas O trema desaparece para descansar o u de lingüiça e de tranqüilo. Livres dos dois pontinhos, que há anos carregam nas costas, passarão a ser escritas assim: linguiça e tranquilo. Uma boa idéia não terá mais acento grave, será simplesmente ideia. O corretor do computador vai estranhar, mas com o tempo se acostumará. Mas cuidado: a pronúncia é a mesma, com ou sem acento, com ou sem trema.Se por caso o leitor esbarrar com essas palavras grafadas sem as modificações, não deve se assustar nem considerar um erro. Os brasileiros têm um período de adaptação. Até dezembro de 2012, as duas formas vão caminhar em harmonia e as mudanças não poderão eliminar candidatos em vestibulares, concursos e exames escolares. A reforma ortográfica vai modificar cerca de 3 mil verbetes, o equivalente a 5% das palavras reconhecidas oficialmente no idioma português. O alfabeto, hoje com 23 letras, vai engordar. Ficará com 26, com a incorporação definitiva do k, do w e do y, que sempre viveram à margem, mesmo compondo algumas palavras da língua.Mas há um rebelde na reforma. É o hífen. Ele, que já castiga tanta gente na atual norma ortográfica brasileira, continuará incomodando. Sua aplicação em algumas palavras que hoje o ignoram ainda não está completamente definida. Seu futuro depende de um documento que a Academia Brasileira de Letras divulgará, provavelmente em fevereiro. Em caso de dúvida, o melhor esperar a publicação dos acadêmicos, que se chamará Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
Fonte: Portal Uai 30/12/2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

MENSAGEM AOS VESTIBULANDOS

Chegamos ao final de mais um ano de vestibular, um ano de muito aprendizado, dedicação, lutas, alegrias e para alguns, tristeza.
Para aqueles que foram aprovados no vestibular 2008 a Equipe de Redação Coopvest lhes deseja muito sucesso nesta nova etapa de suas vidas, em que descobrirão novos desafios e superarão novos limites, uma etapa de muitas alegrias e dificuldades que preparará muitos de vocês para a profissão que provavelmente seguirão pelo resto de suas vidas.
Não percam seus ideais nem a motivação que os levou a estudarem tanto para serem aprovados, lembrem-se sempre dos seus objetivos e continuem lutando por eles, não se acovardem frente às dificuldades e sejam tão bons profissionais como foram estudantes certos que o principal objetivo de sua futura profissão é ajudar o próximo e contribuir para seu país e sociedade.

Aos que não foram aprovados, não desistam, desistir é o primeiro recurso dos fracos. Não aceitem soluções provisórias para problemas permanentes. Não aceite a faculdade de biologia se seu sonho e vocação é a carreira de medicina. Não aceite o curso de administração, se em seu peito bate o coração de um engenheiro e você que sempre almejou seguir qualquer carreira que seja lute por ela agora e não arrisque passar o resto de sua vida se perguntando como seria se você tivesse tentado um pouco mais. Na vida nenhum atalho vale a pena, para atingir o alvo é necessário trilhar o caminho todo até o fim. Faça você suas próprias escolhas, não deixem que a vida ou as circunstâncias as faça por você.

A humanidade conheceu um lenhador vindo de uma família humilde do condado de Hardin nos EUA que:
Faliu no comércio aos 31 anos de idade.
Perdeu a disputa eleitoral Estadual aos 32.
Faliu novamente no comércio aos 34.
Aos 35, sua esposa faleceu.
Teve colapso nervoso aos 36.
Perdeu a disputa para Prefeito aos 38.
Perdeu disputa eleitoral Federal aos 43.
Perdeu disputa eleitoral Estadual aos 46.
Perdeu disputa eleitoral Federal novamente aos 48
Perdeu para Senador aos 55.
Perdeu para Vice-Presidente aos 56.
Perdeu para Senador aos 58
Foi eleito Presidente dos EUA aos 60.
Este homem foi Abraham Lincoln, um homem como qualquer outro que Em 22 de Setembro de 1862 publicou a proclamação que concedia a liberdade aos escravos dos Estados confederados. Aos olhos das outras nações, a libertação deu um novo sentido à Guerra e abriu caminho para a abolição da escravatura em todo o país, em 1865.
Não percam seus ideais.
Parabéns aos que, aprovados ou não, deram seu máximo neste ano de vestibular.
“Ando devagar, mas nunca ando para trás.”
Abraham Lincoln

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Importância dos Conectivos

A coesão de um texto depende muito da relação entre as orações que formam os períodos e os parágrafos. Os períodos compostos precisam ser relacionados por meio de conectivos adequados, se não quisermos torná-los incompreensíveis.
Para cada tipo de relação que se pretende estabelecer entre duas orações, existe uma conjunção que se adapta perfeitamente a ela. Por exemplo, a conjunção MAS só deve ser usada para estabelecer uma relação de oposição entre dois enunciados. Porém, se houver um relação de adição ou idéia de concessão, a conjunção deverá ser outra:
EMBORA. Se não for assim, o enunciado ficará sem nexo. Observe um caso de escolha inadequada da conjunção:
"EMBORA O BRASIL SEJA UM PAÍS DE GRANDES RECURSOS NATURAIS, TENHO CERTEZA DE QUE RESOLVEREMOS O PROBLEMA DA FOME"
Veja que não existe a relação de oposição ou a idéia de concessão que justificaria a conjunção EMBORA. Como a relação é de causa-efeito, deveria ter sido usada uma conjunção causal:
COMO O BRASIL É UM PAÍS DE GRANDES RECURSOS, TENHO CERTEZA DE QUE RESOLVEREMOS O PROBLEMA DA FOME. Para que problemas desse tipo não aconteçam em suas redações, acostume-se a relê-las, observando se suas palavras, orações e períodos estão adequadamente relacionados.

Relação dos principais elementos de coesão:

1) assim, desse modo: têm um valor exemplificativo e complementar. A seqüência introduzida por eles serve normalmente para explicitar, confirmar ou ilustrar o que se disse antes.
2) e: anuncia o desenvolvimento do discurso e não a repetição do que foi dito antes; indica uma progressão que adiciona, acrescenta, algum dado novo. Se não acrescentar nada, constitui pura repetição e deve ser evitada.
3) ainda: serve, entre outras coisas, para introduzir mais um argumento a favor de determinada conclusão, ou para incluir um elemento a mais dentro de um conjunto qualquer.
4) aliás, além do mais, além de tudo, além disso: introduzem um argumento decisivo, apresentado como acréscimo, como se fosse desnecessário, justamente para dar o golpe final no argumento contrário.
5) isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras: introduzem esclarecimentos, retificações ou desenvolvimento do que foi dito anteriormente.
6) mas, porém, contudo e outros conectivos adversativos: marcam oposição entre dois enunciados ou dois segmentos do texto. Não se podem ligar, com esses relatores, segmentos que não se opõem. Às vezes, a oposição se faz entre significados implícitos no texto.
7) embora, ainda que, mesmo que: são relatores que estabelecem ao mesmo tempo uma relação de contradição e de concessão. Servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento. Trata-se de um expediente de argumentação muito vigoroso: sem negar as possíveis objeções, afirma-se um ponto de vista contrário.
8. Certos elementos de coesão servem para estabelecer gradação entre os componentes de uma certa escala. Alguns, como mesmo, até, até mesmo, situam alguma coisa no topo da escala; outros, como ao menos, pelo menos, no mínimo, situam-na no plano mais baixo.

domingo, 19 de outubro de 2008

ARTIGO

Sou contra a redução da maioridade penal

A brutalidade cometida contra dois jovens em São Paulo reacendeu uma fogueira: a redução da idade penal. Algumas pessoas defendem a idéia de que a partir dos dezesseis anos os jovens que cometem crimes devem cumprir pena em prisão. Acreditam que a violência pode estar aumentando porque as penas que estão previstas em lei, ou a aplicação delas, são muito suaves para os menores de idade. Mas é necessário pensar nos porquês da violência, já que não há um único crime.
Vivemos em um sistema socioeconômico historicamente desigual e violento, que só pode gerar mais violência. Então, medidas mais repressivas nos dão a falsa sensação de que algo está sendo feito, mas o problema só piora. Por isso, temos que fazer as opções mais eficientes e mais condizentes com os valores que defendemos.
Defendo uma sociedade que cometa menos crimes e que não puna mais. Em nenhum lugar do mundo houve experiência positiva de adolescentes e adultos juntos no mesmo sistema penal. Fazer isso não diminuirá a violência. Nosso sistema penal como está não melhora as pessoas.
O problema não está só na lei, mas na capacidade de aplicá-la.
Sou contra porque a possibilidade de sobrevivência e transformação destes adolescentes está na correta aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Lá estão previstas seis medidas diferentes para a responsabilização de adolescentes que violaram a lei. Para fazer bom uso do ECA é necessário dinheiro, competência e vontade.
Sou contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser responsabilizado. Mas reduzir a idade penal é ineficiente para atacar o problema. Problemas complexos não serão superados de modo simplório e imediatista. Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, de um projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas. Nossos jovens não precisam ir para a cadeia. Precisam sair do caminho que os leva até lá. A decisão agora é nossa: se queremos construir um país com mais prisões ou com mais parques e escolas.

Renato Roseno, Advogado coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente

Análise do Artigo

Autor: Renato Roseno, advogado e coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (cedeca- Ceará)
Polêmica : redução da maioridade

Motivação para escrever o artigo
A brutalidade cometida contra dois jovens em São Paulo
Posição do articulista: “Sou contra a redução da maioridade penal”

Argumentos que justificam sua posição

Argumento 1
“Então, medidas mais repressivas nos dão a falsa sensação de que algo está sendo feito, mas o problema só piora. Por isso, temos que fazer as opções mais eficientes e mais condizentes com os valores que defendemos”.

Argumento 2
“ Em nenhum lugar do mundo houve experiência positiva de adolescentes e adultos juntos no mesmo sistema penal. Fazer isso não diminuirá a violência.”


Argumento 3
“Nosso sistema penal como está não melhora as pessoas”.

Argumento contrário

“Essas pessoas acreditam que a violência pode estar aumentando porque as penas que estão previstas em lei, ou a aplicação delas, são muito suaves para os menores de idade”.

O articulista tenta conquistar a adesão do leitor

“Sou contra toda e qualquer forma de impunidade. Quem fere a lei deve ser responsabilizado”.

Apresenta solução para o problema

“Precisamos de inteligência, orçamento e, sobretudo, de um projeto ético e político de sociedade que valorize a vida em todas as suas formas”.

O objetivo do autor

Convencer seus leitores de que a redução da maioridade penal não é a solução. Ele acredita que reduzir a maioridade penal não resolve o problema e também quer defender a boa aplicação do ECA.

Quem é o público leitor?

Pessoas que se interessam pela questão da maioridade penal e querem conhecer a opinião do articulista

ARTIGO

O termo artigo, quando relativo a publicações, refere-se a uma matéria escrita sobre algum tema específico, na qual, geralmente, o autor expressa sua opinião sobre o tema ou o resultado de estudos ou pesquisas que tenha feito sobre ele.
Os artigos podem ser voltados a um
público geral, como em jornais e revistas de notícias ou a um público determinado, como em revistas sobre temas escolhidos ou áreas específicas do conhecimento, sejam de divulgação ou acadêmicas. Há um caso em que um artigo pode ser o resultado de um consenso entre as posições de vários autores sobre um assunto.
artigo é, enfim a exposição de algum assunto de interesse mútuo, seja através de jornais, revistas, televisão ou internet.